Asma e política

Atualizado: 21 de Out de 2018



Em Junho de 2013 pessoas saíram às ruas para manifestar seu descontentamento com o governo. Nessa época participei de um simpósio na PUC-SP sobre conscientização de classe e gênero.


Uma parte do pessoal sugeriu irmos para a Av. Paulista e nos juntarmos a tantxs outrxs brasileirxs para contribuírmos com nossa presença. E eu fui contra.


Argumentei que estava ali para aprender, que o encontro seria muito mais rico se todos permanecêssemos dentro da universidade, além da questão de manifestantes e PM's poderem comprometer nossa integridade física. Escondi um pavor.

Como tenho asma, não posso chegar perto de cheiros fortes, muito menos de bombas de gás lacrimogêneo. Todxs concordaram em continuar normalmente com o simpósio.


Alguns anos depois, entendo que não devo suprimir meu desejo (e DIREITO) de me manifestar pelo medo de levar uma bomba de gás. Entendo que devo tomar os devidos cuidados e estar em dia com minha saúde para exercer a cidadania como qualquer outro brasileiro(e).


Cuidar da saúde é o 1º passo para um Brasil melhor.

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